(Do G1, São Paulo
Facebook -)
O cantor britânico e também ator David Bowie morreu neste domingo (10), aos 69 anos, anunciou um comunicado em sua página oficial no Facebook. Ele lutava contra um câncer havia 18 meses. O filho do artista também confirmou a informação para a rede de TV britânica BBC.
"David Bowie morreu em paz hoje cercado por sua família após uma corajosa batalha de 18 meses com câncer. Enquanto muitos de vocês vão compartilhar essa perda, nós pedimos que respeitem a privacidade da família durante o seu tempo de luto", diz o comunicado publicado na rede social.
O artista se manteve longe dos holofotes desde que passou por cirurgia cardíaca de emergência em 2004. Sua última performance ao vivo foi um show de caridade em Nova York em 2006.
Bowie comemorou 69 anos no dia 8 de janeiro com o lançamento do álbum "Blackstar", o 25º e o mais recente trabalho de uma longa carreira. O disco tem recebido críticas positivas.
CARREIRA
David Robert Jones nasceu no bairro londrino de Brixton e começou a tocar saxofone aos 13 anos.
Abandonou a escola na adolescência e saltou à fama em 1969 com "Space Oddity", mítica balada sobre a história de Major Tom, um astronauta que se perde no espaço.
Em 72, lançou "The rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars". O venerado disco, relata a inverossímil história do personagem Ziggy Stardust, um extraterrestre bissexual e andrógino que virou estrela do rock, mostrou 2 obsessões do cantor: o teatro japonês kabuki e a ficção científica.
Entre seus sucessos estão "Let's Dance", "Space Oddity", "Heroes", "Under Pressure", "Rebel, Rebel", "Life on Mars" e "Suffragette City".
Nos
anos 70, a profundidade intelectual de seu trabalho, sua particular voz e a originalidade que impressionava em todos seus projetos, o transformou em um dos professores do glam rock.
Também construiu carreira de ator com o papel de um alienígena em busca de ajuda para seu planeta em "O homem que caiu na terra" (1976), de Nicolas Roeg.
Bowie fez uma temporada de 3 meses como "O homem elefante", na Broadway, na década de 80.
Provocador, enigmático e inovador, o britânico construiu uma das carreiras mais veneradas e imitadas da caprichosa indústria do espetáculo, que lhe colocou no pedestal das lendas da música.
Entre as múltiplas habilidades destacaram-se suas facetas como ator, produtor fonográfico e arranjador, mas também venerado como ícone da moda por sua tendência provocativa com seus enfeites e a brincadeira com sua imagem.
Em 2006, o cantor anunciou que tiraria um ano sabático e muitos de seus fãs choraram uma prolongada ausência que valeram todos os tipos de rumores sobre sua saúde.
Esse "retiro" musical foi quebrado apenas com alguma colaboração esporádica e pontual como sua aparição por surpresa em concerto de David Gilmour (Pink Floyd) no Royal Albert Hall de Londres em 2006 e a colaboração no álbum de canções de Tom Waits publicado em 2008.
Há três anos, o músico britânico escolheu o dia de seu aniversário para romper a "seca" com a música "Where Are We Now?". A canção avivou uma chama que alguns consideravam vacilante.
Dois meses mais tarde, um novo álbum com tons de rock, "The Next Day", confirmou o retorno em plena forma do influente e camaleônico artista. O disco produzido pelo veterano Tony Viscontti, seu homem de confiança, conquistou a crítica.
Entre seus últimos projetos, destaca-se a música que acompanha os créditos da série de televisão franco-britânica "The Last Panthers", uma comédia musical ou algumas contribuições, como no último álbum do The Arcade Fire.
Blackstar ábum de 2016
Em "Blackstar", representado por uma misteriosa estrela negra de cinco pontas, a bateria e o saxofone compartilham o protagonismo com a inconfundível voz de Bowie.
O artista se diverte esticando e desestruturando suas músicas, que superam amplamente o formato padrão de três ou quatro minutos. Também há ressonâncias com seus trabalhos anteriores, como o clássico "Low" (1977) ou "Black Tie White Noise" (1993), que relançou Bowie após os difíceis anos 1980.
Seu magnetismo e inesgotável puxão comercial fizeram com que o museu londrino "Victoria & Albert" lhe dedicasse uma ampla exposição, na qual foi explorada sua influente carreira mediante 300 objetos selecionados de entre mais de 7 mil, como alguns de seus extravagantes atavios e instrumentos.
A influência de Bowie, que vendeu aproximadamente 136 milhões de discos no mundo todo, é detectada em artistas de todo tipo, como Marilyn Manson, Boy George e Groove Armada.
Bowie estava casado desde 1992 com a modelo somali Iman, com quem teve uma filha, Alexandria Zahra "Lexi" Jones, e antes havia tido outro filho, Duncan Jones, fruto de um primeiro casamento com Angela Bowie.
Dentro do repertório Queen e ao longo de todos esses anos, sempre aparecem no you tube covers de composições da banda, sejam com artistas e bandas conhecidas ou com artistas desconhecidos do público em geral. Porem muito pouco se ouviu ou se soube de artistas que fizeram versões Queen do inglês para outros idiomas. Mas em alguns países e mais precisamente com as musica que integram o musical We Will Rock You, isso aconteceu, (mas isso é assunto interessante para um outro post em separado).
O cantor Paulo Ricardo gravou uma versão simpática de Love of My Life em espanhol que se chamou Cuando te Vás - cuja letra espanhola não é nem um pouco adaptada do original e nem segue a idéia tradução, mas não deixa de ser uma bonita letra romântica!
Agora vamos a Somebody to love em espanhol
"Um pouco de amor"
(fonte: Queen Colombia facebook) - "Um pouco de amor", a versão simpática em espanhol de Somebody to Love foi gravada nos anos 70 pelo grupo Mocedades, grupo musical espanhol formado em 68 com 6 integrantes. O estilo musical do grupo são canções suaves comparadas as dos artistas Simon and Garfunkel, Cat Stevens e outros no mesmo estilo, em belos arrarajos sempre acústicos. Essa versão de Sombody to love teve autorização do próprio Freddie Mercury.... Mas como foi isso?
No que diz respeito aos direitos das canções, enquando os membros do Queen (Brian, Roger, John e Freddie) tiveram em suas mãos o controle jurídico sobre os direitos autorais de suas composições, eram muito pouco as possibilidades de que outros artistas fizessem covers ou versões das canções em outros idomas. Quando o grupo espanhol Mocedades quis gravar uma versão em espanhol de "Somebody to Love" (que se tornou "um pouco de amor"), por muito tempo se especulou como eles tiveram permissão para gravar a versão.
Em um concerto da Mocedades oferecido no Jockey Club, em Lima, Peru, em maio de 2009, o cantor Javier Garay explicou ao público como eles conseguiram que Freddie Mercury (autor e compositor da versão original) em pessoa desse a sua autorização para gravar a canção. Garay disse que, enquanto o grupo estava em Londres, o representante da gravadora a que pertencia o grupo Mocedades pessoalmente foi para a residência de Mercury. Assim, na ocasião, Freddie pediu referências sobre o grupo espanhol. O representante interpretou "Eres tú" um hit de sucesso deles. Então de imediato Mercury concordou e deu a sua aprovação para
esta versão!
Essa é a versão original dos anos 70 do grupo Mocedades
Video do the Voice Brasil Kids 2016 do Sergipano João Pedro Borges de 11 anos cantando The Show Must Go On foi postado no site oficial de Brian May. Sua performance foi muito bem elogiada, indo além das expectativas nas páginas do face e do twiter de Brian, rendendo muito mais de 25 compartilhamentos e mais de 2 mil curtidas. Foi um gesto merecido, pois a interpretação foi muito bonita e emocionante acontecendo no 1o dia de audições do programa. E além disso, João Pedro é um fã de Queen. Registrando: O vídeo teve um empurrãozinho especial do pessoal do site Queen Brazil que foram os responsáveis por mandar o vídeo para a equipe de Brian May. Brian por outro lado aprovou e postou. Enfim, um talento desses não se discute, se admira e se aprova!
2015 se encerrou e 2016 já está se iniciando com força total ! E não podemos deixar de recordar o quão especial e mágico foi 2015 para nós! A experiência mais vivida no ano, foi a vinda em setembro de nossa banda preferida para o nosso país com as presenças mais do que aguardadas de nossos queridos Brian e Roger, acompanhados do talentoso e também querido Adam Lambert. Quem imaginaria eles aqui de novo - São Paulo, Rock in Rio, Porto Alegre ! E quem esteve nos shows, conseguiu um autógrafo ou tirou foto com eles, vivenciou emoções maravilhosas que vão ser guardadas com muito carinho nos corações e na memoria! Tudo isso marcou grandemente os fãs e foi com certeza inesquecível! Obrigada a todos que acompanharam e compartilharam conosco em 2015 as notícias e matérias deste blog. E as emoções continuarão neste novo ano que se inicia. Para todos Feliz 2016 !
Discos que Parece que Só Eu Gosto: Queen - Hot Space -1982 por Mairon Machado
Discos que parecem que só eu gosto existem vários. Todo mundo tem o seu repertório individual. Mas tem casos que eu não consigo entender. Um deles é o álbum Hot Space, do Queen. Para mim, um dos cinco melhores discos já lançados na história do rock, e que é massacrado pelos fãs do Queen, os não fãs e até pelo próprio Queen. Por que? Nunca consegui encontrar a resposta.
Para começar, Hot Space foi lançado em 1982, logo após o álbum Flash Gordon (1981) e o hiper-idolatrado The Game (1980). A sonoridade é uma sequência do que estava sendo feito pela banda, já que desde The Game o grupo começou a utilizar sintetizadores (lembrando que o Queen adorava acrescentar nos encartes de seus álbuns a frase "no synths", e Jazz, de 1978, foi o último a ter os méritos para ostentar essa frase), que foram experimentados ao máximo na trilha de Flash Gordon, e que em Hot Space foram utilizados para dar uma sonoridade ainda mais leve ao pesado rock que o grupo fez no início da carreira, e que com o passar dos anos se transformaria em um pop fácil e pegajoso, estourando pelo planeta com o álbum The Works (1984), lançado exatamente depois de Hot Space.
E aí está o fato: The Game e The Works são álbuns pop de ótimo gosto, com canções que marcaram como "Another One Bites the Dust", "Play the Game", "Radio Ga Ga" e "I Want to Break Free" (isso só para citar algumas), e de novo pergunto, por que o preconceito com Hot Space se o pop dos anteriores também está presente neste?
Conhecendo um pouco a história, talvez possamos achar uma resposta. Em 1981, o Queen partiu para sua 1a turnê realmente mundial, promovendo o álbum Flash Gordon e passando pelo Japão, México e principalmente Argentina e Brasil. Os shows na América do Sul ficaram marcados por apresentações lotadas e muitos problemas.
Em março de 1981, o Queen desembarcou na Argentina para uma série de cinco shows, e logo na chegada, foram barrados pela polícia Argentina, pois as credenciais do grupo mostravam duas mulheres com os seios de fora, o que causou controvérsias entre o grupo e as leis antiporrnográficas da ditadura argentina. Para conseguir entrar no país, a equipe de produção do Queen necessitou passar uma caneta preta em cima de todos os seios das credenciais.
Já em frente ao estádio José Amalfitani, do Velez Sarsfield, onde os shows foram realizados, milhares e milhares de pessoas se amontoaram durante dias para poder presenciar os shows, causando mais tumultos e desconfortos entre a polícia local e a banda.
Para piorar a situação, o Queen esteve envolvido com diversos compromissos extra-palco: sessão de fotos ao lado de Maradona e jantar com o presidente, o General Roberto Eduardo Viola, que foi prontamente negado por Roger Taylor, alegando ser contra as políticas do general para com o povo argentino. O resto do grupo, a saber Freddie Mercury, Brian May e John Deacon, participaram do jantar, o que gerou uma sequência de atritos entre os membros da banda afetando direto a gravação de Hot Space.
Seguindo viagem para o Brasil, o Queen ficou 36 horas "hospedado" no aeroporto esperando a liberação do equipamento de som. Com apenas um dia para montar o palco e construir o set list da primeira apresentação da banda no estádio Morumbi, Mercury resolveu passear por São Paulo, deixando o resto do Queen p... da vida. Apesar de tudo, no palco o grupo fluía como água, e a apresentação para os 131 mil presentes no Morumbi é considerada por muitos uma das melhores da carreira da banda.
Com o término da turnê, o grupo lançou a canção-manifesto "Under Pressure" em um single que vendeu milhões de cópias. Com co-autoria de David Bowie, essa faixa bate de frente contra a política mundial do mundo naquela época, criticando principalmente a ditadura que envolvia os países da América do Sul. Não demorou para "Under Pressure" ser banida das rádios argentinas, e ao mesmo tempo que começava a Guerra das Malvinas entre Inglaterra e nossos hermanos, o Queen (assim como várias outras bandas britânicas) estavam proibidos de voltar a pisar em solo argentino durante todo o tempo que a guerra durasse.
Porém, no resto do planeta, "Under Pressure" estourou, e todos esperavam que o próximo álbum a ser lançado mantivesse a linha da sonoridade de "Under Pressure", que será discutida daqui a pouco.
Seguiram-se ainda mais dois singles: "Body Language" e "Las Palabras de Amor", outra que os argentinos adoraram, principalmente pelas frases em espanhol, e que foi banida rapidamente de todas as lojas argentinas, com o single sendo despedaçado em praça pública, e finalmente chegava às lojas Hot Space.
Gravado entre muitas discussões, principalmente entre Mercury (no auge da sua descoberta sexual) e May.
Logo após o lançamento de Hot Space, o Queen se separava por tempo indeterminado, já que ninguém aguentava mais os chiliques da dupla citada (Brian e Freddie) e principalmente, com quase dez anos de imensas turnês, sem nenhum descanso, não tinha como ficarem mais tempo juntos. Taylor partiu para tirar férias na Escócia, onde um dia saiu tocando campainhas pela cidade e resolveu presentear a todos os que soubessem quem ele era, o que não foi feliz, pois ninguém o conhecia naquela região. Deacon juntou-se a família, enquanto May trabalhou ao lado de Eddie Van Halen no projeto Star Fleet. Já Mercury caiu na farra e na gandaia durante alguns meses, enquanto Hot Space afundava-se em números de vendas ridículas para um LP do Queen.
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O QUE ESTÁ PRESENTE EM HOT SPACE
Claramente, o Queen escolheu repertório especial para cada lado do vinil. Lado A preserva e destaca canções sensuais e dançantes, com pop típico dos anos 80 e inovando no uso de sintetizadores. Já o lado B é mais Queen, destacando a guitarra de May e as linhas melódicas marcantes do Queen a partir do álbum A Night at the Opera (1975).
O disco abre com o baixo de John Deacon mandando o riff de "Staying Power", onde sintetizadores imitando metais fazem intervenções para então Mercury começar a cantar sobre um andamento dançante e bem oitentista, com um ótimo solo dos sintetizadores imitando os metais e com um arranjo dos vocais duelando com os sintetizadores muito bom. Essa faixa já assusta quem está acostumado com o som tradicional do Queen ou o rock que a banda fazia no início de carreira, mas é uma excelente faixa pop, perfeita para a época em que bandas como Depeche Mode, Erasure, Pet Shop Boys, New Order, Tears For Fears entre outras estavam engatinhando ou nem existiam ainda.
"Dancer", tem o baixão de John Deacon novamente na frente do ouvinte, e Mercury cantando em uma linha Michael Jackson que não tem como não dançar. O refrão é marcante, e andamento similar a "Another
One Bites The Dust", mas com mais guitarras, inclusive com May solando por diversas vezes (para quem diz que o álbum não tem solos de guitarra) e bem mais sensual, batendo a canção famosa, na minha opinião, logo no 1o round da luta entre as duas.
Back Chat é uma fantástica canção pop, com andamento sensacional de Taylor, utilizando a bateria eletrônica e criado espaço perfeito para o fantástico riff de May, com Mercury cantando sobre a melodia do riff. Oitentista pacas, chupada por diversas bandas como as citadas anteriormente, com mais um ótimo solo de May, é trilha perfeita para uma noitada de sábado. Mercury canta muito aqui, e ainda não é a melhor apresentação do álbum.
A sensual "Body Language", (com uma letra bastante provocativa) é outra para ser confrontada com uma do álbum The Game, "Don't Try Suicide". Se na faixa de The Game, Mercury canta sobre um andamento simples feito por baixo e batidas de palmas, com uma participação tímida de Taylor, tendo no refrão o ponto alto entoando o nome da faixa, e com uma curta sessão mais agitada com o solo de May, a faixa de Hot Space mantém uma linha similar, porém ainda melhor, começando com o hipnotizante riff de Deacon acompanhado pela bateria. Mercury começa a cantar enquanto palmas fazem pequenas intervenções para cada palavra. O refrão, cantado por todos, é recheado de efeitos que já haviam sido apresentados na trilha de Flash Gordon (1981). A faixa vai ganhando corpo, e o refrão novamente é repetido, chegando a uma sessão apenas com estalos de dedos, onde o nome da canção é repetido na frase "Look at me I gotta case of body language". Nada mais que o puro Queen de tantas outras canções.
O lado A encerra-se com "Action This Day", que foge da característica das demais faixas do Lado A, com um riff mais pesado, apesar do andamento "quadrado", alternando entre vocais de Taylor e Mercury e com mais um bom refrão, além de uma curta sessão onde os sintetizadores comandam um belo tema que leva ao curto solo dos sintetizadores em uma sequência de algumas faixas de Flash Gordon.
O lado B é, na minha opinião, ainda melhor. A faixa que o abre, "Put Out the Fire", já é uma sonzera na linha de "Rock It" ou "Need Your Love Tonight" (ambas do The Game), porém com muito mais pegada, onde o grudentíssimo refrão hardiano destaca o peso da guitarra de May, em uma ótima faixa que, como citado no início do texto, não tem nada a ver com o lado Life is Real (song for Lennon) - Depois, Mercury assume o piano na linda balada em homenagem a John Lennon, Para quem gosta de "Save Me", "Play The Game" ou ainda "It's A Hard Life", essa canção está ainda um nível acima, pois a linha vocal de Mercury está emotivamente mais forte do que as citadas, o belo solo de May, mesclando guitarra e violão, o arranjo feito entre a guitarra e o piano, com o leve andamento de Taylor e Deacon, além de uma das letras mais bonitas escritas por Mercury (quem nunca pensou que "Life is cruel life is a bitch", joguem a primeira pedra), fazem dessa uma das minhas preferidas do LP.
Calling All Girls - rock de com um andamento sensacional, na linha das bandas de surf rock, onde os riffs de May chamam a atenção, apresentam um dos refrões mais grudentos de uma letra simples, entoado o poder do amor. Levada do baixo de Deacon é principal destaque da faixa, bem como os efeitos da guitarra de May durante toda a execução.
Las Palabras de Amor (The Words of Love) - A canção mantém o clima leve em uma linda balada que possui um sentimento forte, a começar pela bela introdução com teclados, baixo, violão e bateria, trazendo a voz de Mercury em outra linda letra, com o refrão mesclando frases em espanhol e em inglês, assim como o próprio Queen já havia feito em "Teo Torriatle (Let Us Cling Together)", do álbum A Day at the Races (1976), porém mesclando japonês com inglês.
Cool Cat - O Queen retoma a sensualidade naquela que para mim é a melhor faixa do álbum. O que? Esse cara tá louco? A melhor é Under Pressure. Calma! "Cool Cat" é diferente de tudo o que está no álbum. Carregada de sensualidade, essa faixa apresenta uma das melhores performances vocais de Mercury, cantando em agudo muito alto, quase falsete, e arrepiando até a unha do pé. Baixo e bateria puxam o riff da guitarra, e ai Mercury começa a cantar em ótimo soul, e a canção vai se embalando por si mesma, com a adição sutil de teclados . Os quatro cantam o nome da canção enquanto Mercury esbanja agudos soberbos. O que Mercury faz com a voz nessa faixa eu não ouvi em nenhuma outra do Queen (e olha que eu, modéstia a parte, conheço a obra do Queen de trás para a frente, da esquerda para a direita), a não ser em alguns segundos de "Under Pressure", sem nenhum auxílio como os utilizados para as gravações de Innuendo, Miracle e posteriormente Made in Heaven. É o melhor registro de Mercury no auge da carreira. E para os "ousados", sigam o conselho: rodem essa canção e, carinhosamente, peça para sua esposa/namorada fazer um strip-tease. A trilha vai encaixar perfeitamente para o objetivo a ser alcançado posteriormente.
Under Pressure - o encontro de dois gênios
Under Pressure - Hot Space se encerra com "Under Pressure". Só a participação de David Bowie já faz dessa faixa um clássico, mas ela tem seus méritos por si mesma. O riff de Deacon, as intervenções de piano, acompanhamento de estalos de dedos, apresentam os acordes dedilhados da guitarra seguido pelas vocalizações de Mercury. Bowie e Mercury passam a cantar juntos, e então alternam frases, levando a uma parte mais pesada, onde Bowie canta as duas primeiras frases e Mercury as duas últimas. O andamento dos estalos retorna, e Mercury solta os agudos que citei em "Cool Cat", fazendo então mais vocalizações. Bowie canta frases enquanto Mercury grava na história mais vocalizações, e o tema pesado retorna. Então, somente com os estalos e alguns teclados, Bowie e Mercury cantam juntos, e Mercury solta mais agudos, arrepiantes, enquanto Bowie canta "Love, Love", e o encerramento, pesado, é novamente arrepiante, com Mercury cantando muito, e a entrada de Bowie, entoando uma das estrofes mais lindas do mundo do rock "Pois o amor é uma palavra tão fora de moda E o amor te desafia a se importar com as pessoas no limite da noite E o amor desafia você a mudar nosso modo de nos preocupar com nós mesmos Esta é nossa última dança, Esta é nossa última dança Isto somos nós mesmos", emociona até um surdo.
Under Pressure encerra-se apenas com os estalos e o riff de Deacon, e não precisava mais nada, o estrago já foi feito.
David Bowie e Freddie Mercury discutindo quem é mais macho: "Você! Não, você!"
"Under Pressure" é considerada por muitos a única faixa boa de Hot Space, e esse é o fato, "Under Pressure" é diferente das demais faixas por ter sido concebida antes das complicadas gravações do álbum. Uma pessoa que ouve essa faixa realmente só pode esperar algo igual em todo o álbum, mas a ideia de "Under Pressure" ser uma canção de protesto não é o tema de Hot Space, que é um álbum extremamente sensual e dançante no lado A e rock'n'roll no lado B. Se "Under Pressure" fosse colocada em A Kind of Magic por exemplo, certamente as pessoas ouviriam Hot Space com outra atenção.
Mas, na minha modesta opinião (que com certeza não é a verdadeira e nem tão pouco a certa ou errada), 99% das pessoas que criticam Hot Space vão na onda do que já ouviram falar do álbum ou de apenas uma audição procurando por algo na linha do clássico de Bowie e Mercury. Com certeza, se essas pessoas gostam de The Game e The Works, ao ouvirem com atenção Hot Space verão que as mesmas linhas melódicas, os mesmos sintetizadores e a mesma forma de criar as canções estão presentes em Hot Space, só que adaptadas para o momento que a banda passava, que acabou refletindo em um dos melhores e mais injustiçados álbuns da história do Queen.
(fonte:Whiplash.com 11/12/2015) - Depois da terrível perda de Freddie Mercury em novembro de 1991, fãs de várias partes do mundo se chocaram e ainda sentem a dor dessa triste tragédia. A lendária Realeza do Rock QUEEN, ficou marcada com a poderosa voz e performance icônica do grande astro. Os outros integrantes do Queen declararam que não queriam mais saber da banda após a morte de Freddie e depois de alguns anos, o baixista John Deacon se aposentou. Brian May e Roger Taylor encontraram forças e voltaram aos palcos om Paul Rodgers, que depois de um tempo, foi substituído por Adam Lambert.
A banda tem trabalhado com Lambert há 5 anos, fazendo shows por várias partes do mundo, e a parceria tem dado certo, levatando críticas positivas por todos os lugares que passam, inclusive voltaram ao Rock in Rio após 30 anos. A nova jornada da banda emocionou até Jer Bulsara, mãe Freddie, que compareceu pessoalmente à um dos shows e apoiou Adam Lambert, o qual o mesmo se sente honrado em homenagear seu herói sem tentar substituí-lo.Roger Taylor e Brian May também se declararam satisfeitos em trabalhar com Lambert, e abaixo você confere alguns dos trechos em que falam a respeito:
Roger: É, e funciona tão bem no palco, eu acho que é um grande desafio para nós
Brian: Mas com Adam é Queen, é muito mais Queen do que foi com Paul Rodgers, de fato um dos meus amigos mais velhos e queridos que fez a segurança para vários shows do Queen, foi ver um show que Adam fez quando estávamos em Vegas e ele falou “Eu já vi você em várias situações, foi ótimo com Paul Rodgers, mas hoje à noite eu vi Queen”, o que me fez confirmar o que nós somos, Adam traz uma qualidade muito natural e como disse Fritz “não, ele não é Freddie”. E ele não tenta ser Freddie nem por um instante. Mas algumas coisas que ele faz é muito, muito similar, muito parecido, a semelhança que ele traz, além do instrumento extraordinário, porque ele tem um instrumento incrível como vocalista. Mas ele traz uma certa dose de humor, ele traz um pouco de ousadia, e é tudo natural, sabe, e ele funciona com a gente. Então essa é a minha resposta. É diferente e é muito legal.
Roger: Sim, na verdade eu acho que não gostaria de trabalhar com mais ninguém depois de trabalhar com Adam.
Adam Lambert: Estou fazendo meu próprio estilo no sentido de não querer imitá-lo, mas eu também não quero me afastar muito da sua intenção, porque seria um pouco de sacrilégio de certa forma, eu acho que Freddie foi tão incrível e único e nunca haverá outro Freddie Mercury, ele é um ícone, então eu tenho sido muito cuidadoso, com a ajuda de ambos, em ter certeza de que há um equilíbrio e ao mesmo tempo, prestar respeito à memória de Queen, a memória que os fãs tem dessas canções e tem tomado um pouco de tempo, mas eu realmente acho que alcançamos nossa meta nesta turnê em encontrar essa agradável harmonia entre o antigo, o novo, o passado e o presente.
Adam Lambert: Houve momentos no palco, é parte do meu trabalho chegar lá e dar tudo de mim e ser confiante, mas especialmente quando começamos, eu tive muitos momentos de “Oh Meu Deus, será que posso fazer isso? Será que vou conseguir fazer isso? Eu não sou digno”, e ainda tenho momentos enquanto estou no palco e ouço o nome Freddie e eu fico “Ahh…”. É uma grande honra e me sinto enriquecido por isso, mas também me sinto muito humilde, que os fãs tenham me aceitado, pelo menos a aqueles que dizem que me aceitaram e eles (Brian e Roger) me aceitaram, é incrível, é uma honra.